Aquele homem entrou assim, sem mais nem menos, na nossa casa e disse isso. por algum motivo, ele parecia saber tudo sobre nós. De acordo com ele, a mestra... ela...
Não dá para acreditar que isso aconteceu. Não dá. Mas aconteceu.
Antes de eu vir para cá, eu estava em um buraco negro. Nada dava certo, e eu não me encaixava em lugar nenhum. Não. Era pior do que isso. Quando eu vim para cá, foi a primeira vez que eu me senti parte de algo. Foi a primeira vez que eu tive um lar. Eu devo tudo isso a mestra. Isso simplesmente não pode ter acontecido...
Do mesmo jeito que ele veio, ele foi. O homem simplesmente saiu. Soltou aquela bomba na gente e nem ficou para ver o resultado. O pior de tudo foi que muitas perguntas sem respostas: onde aconteceu esse acidente que tirou a vida dela? Como ele ficou sabendo do acidente? Como ele sabia onde nos encontrar? Por que ele tinha a chave? O que vai acontecer com a gente?
Infelizmente, acho que essa última pergunta ninguém pode responder.

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