Onde eu vim parar?
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A mulher ruiva disse para os meus pais que era representante de um internato especial. Enrolou os meus pais direitinho. Eles aceitaram me enviar para o tal "internato". Será que ninguém nunca ensinou para eles que não se deve acreditar assim em estranhos, principalmente se eles andam em carros luxuosos de vidro e sabem de todos os seus problemas?
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Ela me fez entrar no estranho veículo. Quando já estávamos bem afastados do lugar de onde saímos, ela me contou o óbvio: que não trabalhava em internato nenhum, mas ela precisava dizer aquilo para convencer os meus pais a me deixarem ir.
O mais estranho foi o que ela disse depois: disse que sabia os problemas que eu tinha, as coisas pelas quais eu passava e, o pior de tudo, a causa daquilo tudo!!!
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Tá, eu sei que uma pessoa que diz coisas assim é tudo, menos confiável. Mas ela tocou no meu ponto fraco. Eu sempre quis saber a causa daquilo tudo. Como é que uma pessoa que eu nunca vi na vida poderia saber de algo assim? Não faço a menor ideia. Mas essa era a minha única chance de saber a resposta.
Resposta que não me animou muito. Porque, de acordo com ela, era eu que estava fazendo tudo aquilo.
A mulher (que não me disse o nome nenhuma vez) me disse que eu tenho uma coisa "especial", uma espécie de poder que ela chama de energy. Um poder que poderia fazer muitas coisas. Por exemplo, machucar as pessoas ou quebrar objetos.
Então era tudo minha culpa?! Eles estavam certos em ter me dito tudo aquilo.
Não acabou ainda não, tem mais: de acordo com ela, eu não era a única que tinha isso. Para ser mais específica, mais quatro pessoas no mundo tinham esse "poder". A própria mulher ruiva era uma dessas pessoas. Mas ela conseguia controlar sua energy. Ela não só podia ficar perto dos outros sem que ninguém se machucasse, como também podia pegar objetos com a energy. Isso sim era muito legal.
Ela me levou para um lugar no meio do nada. Mas não era um lugar qualquer. Aquilo lembrava um cenário de conto-de-fadas. Parecia um castelo de cristal. Quero dizer, imagine uma enorme construção, toda feita de um material transparente. Os jardins do "castelo" eram enormes e bem cuidados, com vários tipos de plantas. Era maravilhoso!
O material de que o "castelo" e o carro da ruiva eram feitos não era vidro, como eu pensei antes. A mulher me disse que aquele era o material mais resistente que existe. Um trator poderia tentar passar pela construção, mas não iria conseguir. A única coisa que poderia destruir aquilo era energy. Era incrível.
Logo que cheguei, conheci os outros três.
"Jovens, apresento a vocês sua nova companheira" A ruiva fala de um jeito meio estranho. Como se eu e os outros fóssemos formar algum tipo de equipe.
"O-oi...meu nome é... Tatiana" Timidez? Eu nunca fui tímida. Por que as palavras não estavam saindo?
"Olá Tatiana. Meu nome é Clara.É m prazer conhece-la. Seja bem-vinda ao...ao..."
"Oi Tati!!!!Eu sou o Mário, mas as garotas preferem me chamar de...Lindão"
OK, estou diante de um exibido. Tinha que ser garoto...
"Feiosão, não assusta ela logo no primeiro dia. Oi Tatiana, eu sou Samira. Ignora a neurótica e o convencido"
"Oi!"
"Então você é a última escolhida?"
"Escolhida? Tipo, guerreira lendária ou algo assim?" Ótimo. Quando eu consigo falar, falo besteira.
"Não ouça eles, Tatiana, não sabem do que estão falando"
"Acalmem-se. Todos vão poder falar com ela. Mas antes... já é hora do treino com as bolhas, não é?"
"É sim, mestra"
Bolhas? O que isso tem a ver com energy? Acho que me meti em uma furada. Minha primeira impressão foi mais ou menos. Acho que vou me dar melhor com a Samira. Mas esse é realmente um lugar muito estranho.
Vingança...
Há 15 anos

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